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Friday, January 05, 2007

Entrevistas de rua
Entrevista 1

Nome: Américo
Idade: 66 anos
Morada: Pessegueiro do Vouga
Profissão: Comerciante


Sabia que a lei da gestão das florestas mudou?
R: Sabia.
2. E sabe em que é que mudou?
R: Não.
3. Se fosse ministro do ambiente o que mudaria?
R: Punha mais assistência, mais guardas a evitar incêndios, mais protecção em relação aos incêndios.


Entrevista 2

Nome: Gracinda Santos
Idade: 54 anos
Morada: Sever do Vouga
Profissão: Comerciante

1. Sabia que a lei da gestão das florestas mudou?
R: Sabia.
2. E sabe em que é que mudou?
R: Não.
3. Se fosse o ministro do ambiente o que mudaria?
R: Não sei, mas tinha de mudar muita coisa.


Entrevista 3

Nome: Manuel
Idade: 48 anos
Morada: Vale de Cambra
Profissão: Empregado de balcão

1. Sabia que a lei da gestão das florestas mudou?
R: Sim, qualquer coisa.
2. E sabe em que é que mudou?
R: Isso é que não.
3. Se fosse o ministro do ambiente o que mudaria?
R: Várias coisas. Uma das que gostaria era a limpeza dos rios.

Entrevista 4

Nome: Abel
Idade: 51 anos
Morada: Sever do Vouga
Profissão: Empresário

1. Sabia que a gestão da lei das florestas mudou?
R: Por acaso, ouvi falar qualquer coisa sobre isso.
2. E sabe em que é que mudou?
R: Limpeza e asseio das florestas, tem de ser mais cuidado, não pôr lixo nos pinhais nem para as florestas.
3.Se fosse ministro do ambiente, o que mudaria?
R: Se fosse ministro do ambiente, eu fazia uma coisa que já disse a muita gente. Os bombeiros, nesta situação, tinham um significado muito reduzido. Com o dinheiro que se gasta com bombeiros e meios para combater os incêndios atribuía um subsídio aos proprietários dos pinhais, sendo estes obrigados a manter os pinhais todos limpos.

Entrevista 5

Nome: Ana Rosa
Idade: 54 anos
Morada: Sever do Vouga
Profissão: Comerciante

1. Sabia que a lei da gestão das florestas mudou?
R: Não.
2. Sabe em que é que mudou?
R: Eu não.
Se fosse o ministro do ambiente o que mudaria?
R: Sei lá o que é que eu mudaria nas florestas. Não sei, mas mudaria talvez no ambiente (sic).


Legenda: A aposta nas florestas autóctones só se fará com a adopção de perspectivas capazes de ir para além do lucro financeiro imediato. De outro modo, as consequências de uma proliferação de plantas exóticas como o eucalipto serão catastróficas. Para além da total descaracterização da paisagem, muitos serão os custos ao nível de reservas de aquíferos, de desertificação de solos, etc. Esta é uma batalha de gerações.
Jovens Repórteres para o ambiente – 9ºA
Ana Carvalho, Bruna Costa, Cândida Coelho, Carla Sofia, Cátia Coutinho, Davi Oliveira, Diogo Carvalheira, Fábio Pereira, Fábio Dias, Joana Martins, João Lucas, José Costa, Regina Pereira, Renato Pinho, Ricardo Coutinho, Rita Pereira, Sérgio Carvalheira, Xavier Sousa
Coordenador: Professor Luís Silva

Wednesday, March 29, 2006

Se fosse governante...
Incêndios: como os pensam os severenses?

Entrevista 1


Nome: Isabel Maria Silva Carvalho
Idade: 37 anos
Profissão: doméstica
Freguesia: Rocas do Vouga

1- Se fosse 1º Ministro, quais as medidas que tomaria para evitar os incêndios? Indique duas.

Duas medidas que certamente diminuíram o número de incêndios são a vigilância qualificada e o aumento de meios aéreos do estado.

2- Se fosse deputado, que punições estabeleceria para os incendiários?

Caso fosse provado que eram culpados, mediante as circunstâncias, daria-lhe a pena máxima por lei, e para além disso, sempre que ocorressem fogos, teriam de os ajudar a apagar.

3- Quais julga que serão as três principais causas dos incêndios?

Existem várias causas de incêndios, no entanto as principais seriam fogo posto, negligência por parte das pessoas e a falta de limpeza dos pinhais/matas.



Entrevista 2

Nome: Esmeraldina Martins
Idade:
Profissão: doméstica
Freguesia: Castelões – Silva Escura


1- Se fosse 1º Ministro, quais as medidas que tomaria para evitar os incêndios? Indique duas.

Limpar as florestas e haver mais vigilância.

2- Se fosse deputado, que punições estabeleceria para os incendiários?

Dar prisão perpétua e trabalhos forçados.

3- Quais julga que serão as três principais causas dos incêndios?

Falta de limpezas nos matos, incêndios provocados e descuido das pessoas.



Entrevista 3

Nome: Maria Alice Almeida Soares
Idade: 51 anos
Profissão: doméstica
Freguesia: Couto Esteves

1- Se fosse 1º Ministro, quais as medidas que tomaria para evitar os incêndios? Indique 2

Limpeza das matas e impor um castigo a quem põem os incêndios.

2- Se fosse deputado, que punições estabeleceria para os incendiários?

Tinha que limpar as matas todas das freguesias e ficaria preso um mês.

3- Quais julga que serão as três principais causas dos incêndios?

Falta de limpeza das matas, falta de vigilância e pouco acesso para os bombeiros poderem apagar os incêndios.



Entrevista 4



Grupo de 4 habitantes
do concelho de Sever do Vouga,
ente os 41 e os 51 anos.


1- Se fossem o 1º Ministro, quais as medidas que tomariam para evitar os incêndios? Indiquem duas.

Todas as pessoas que recebem rendimento mínimo, fundo de desemprego, os prisioneiros, os soldados, etc. deviam vigiar as florestas e ainda melhor os acessos às mesmas.

2- Se fossem deputados, que punições estabeleceriam para os incendiários?

Durante toda a vida, estes haviam de ter trabalho vigiado e controlado, para replantação de pinhais e limpeza de florestas.

3- Quais julgam que serão as três principais causas dos incêndios?

As três principais causas devem ser: os postes de alta tensão mal controlados, cigarros mal apagados e ainda devido a interesses económicos.




Entevistas conduzidas pelos seguintes JRA da turma do 9ºC:
- Ana Henriques nº1
- Andreia Costa nº2
- Filipa Micaela nº7
- Mª Goreti Martins nº19
- Micaela Pereira nº21
- Sandra Pereira nº23
- Vera Coutinho nº26
Professor coordenador: Luís Silva

Friday, March 03, 2006

Entrevistas de rua
A floresta - incêndios e sua prevenção

Nome: Maria da Luz dos Santos Silva
Idade: 42 anos
Profissão: Doméstica
Localidade: Pessegueiro do Vouga



JRA: Indique duas medidas que permitam prevenir incêndios.
R: Limpar as florestas e não fazer queimadas no tempo de Verão.


JRA: Muitas pessoas pensam que o eucalipto é uma praga. Qual acha que é a espécie que deveria substituir a plantação do eucalipto?
R: A espécie que poderia substituir o eucalipto era o Pinheiro assim com o Carvalho e o Sobreiro.


JRA: Dê exemplos de duas espécies típicas de Sever do Vouga.
R: Pinheiro e Eucalipto.


JRA: Qual foi o maior incêndio do Sever do Vouga de que tem memória?
R: O incêndio maior que me recordo foi no dia 8 de Março de 1985, em que ardeu uma mancha florestal muito grande, atingindo quatro freguesias do nosso concelho.



Nome: Maria Pereira Martins
Idade: 53 anos
Profissão: Auxiliar da Acção Educativa
Morada: Lombinha-Pessegueiro do Vouga



JRA: Indique duas medidas que permitam prevenir os incêndios.
R: Obrigar as pessoas a limpar as matas e não deitar cigarros para o chão.


JRA: Muitas pessoas pensam que o eucalipto é uma praga. Qual acha que é a espécie que deveria substituir a plantação do eucalipto?
R: O pinheiro, porque o eucalipto absorve muita água.


JRA: Dê exemplos de duas espécies típicas de Sever do Vouga.
R: O eucalipto e a laranjeira.


JRA: Qual foi o maior incêndio que tem em memória?
R: Foi um incêndio que aconteceu há cerca de 20 anos, na década de 80, um incêndio que começou na Ermida e rapidamente chegou ao Sobral, deixando as habitações em perigo.



Nome: Licínio Juvenal Martins pereira Mendes
Profissão: reformado
Idade: 78 anos
Local onde mora: Ribela – Pessegueiro do Vouga


JRA: Diga duas medidas que permitam prevenir incêndios.
R: Penso que duas medidas bastante importantes é não fumar e sobretudo respeitar a natureza.

JRA: Muitas pessoas pensam que o eucalipto é uma praga. Qual acha que é a espécie que deveria substituir a plantação de eucalipto?
R: O carvalho, o sobreiro e o castanheiro. A grande razão pela qual o eucalipto é uma praga é que ele absorve uma porção imensa de água, como também a razão económica e a de se desenvolverem muitíssimo rápido.


JRA: Dê exemplos de duas espécies típicas de Sever do Vouga.
R: O carvalho e o pinheiro bravo.

JRA: Qual foi o maior incêndio de Sever do Vouga de que tem memória?
R: Penso que o maior de que tenho memória foi na década de 80 um incêndio na Serra da Ermida que se alastrou até ao Sobral e que pôs em perigo habitações. Foi um momento de aflição.


Jovens Repórteres para o ambiente: 9º A – Joana Simões, Diana, Bruna, João Emanuel, Mariana, Fernando.
Professor coordenador: Luís Silva (EMRC)

Monday, February 27, 2006

Entrevista de rua


Entrevista 1
Nome: Pureza Maria Tavares
Localidade: Ribeirada
Idade: 44 anos
Sexo: Feminino
Profissão: Doméstica

Jovens Repórteres para o ambiente (JRA): Indique duas medidas que proporia para incentivar à plantação de plantas típicas de Sever em vez de eucaliptos.

Pureza Maria Tavares (PMT): Uma vez que o eucalipto está a prejudicar o meio ambiente devido à falta de água, as grandes alternativas são o castanheiro e o carvalho americano. Há também o pinheiro e o sobreiro que não são tão prejudicais. O ideal eram plantas que estivessem sempre verdes e que não largasse folha – plantão vivasse.


JRA: Considera a floresta de Sever desordenada? Diga duas razões que justifiquem a sua resposta.

PMT: Sim. Devido à sua falta de limpeza e aos seus fracos acessos…ABANDONO.


JRA: Refira duas medidas que tomaria, se fosse deputado, para combater a desorganização florestal.

PMT: Que a floresta seja mais vigiada; castigo aos que prejudicam (incendeiam); a floresta deverá ser protegida, mas não com as espécies animais que prejudiquem a agricultura (ex: Javalis).


Entrevista 2:
Nome: Benedito Arede Duarte
Localidade: Frágua
Idade: 43 anos
Sexo: Masculino
Profissão: Madeireiro

JRA: Indique duas medidas que proporia para incentivar à plantação de plantas típicas de Sever em vez de eucaliptos.

Benedito Arede (BA): Os eucaliptos são um tipo de árvore que exige muita água, sendo assim as pessoas deveriam plantar outro tipo de árvores propicias ao terreno. Se se plantasse outro tipo de árvores seria uma mais valia para o solo.


JRA: Considera a floresta de Sever desordenada? Diga duas razões que justifiquem a sua resposta.

BA: Sim. Os acessos são poucos e fracos, e em caso de incêndios florestais torna-se mais difícil o seu combate, e as distâncias entre as árvores não são as mais adequadas principalmente para o seu desenvolvimento.


JRA: Refira duas medidas que tomaria, se fosse deputado, para combater a desorganização florestal.

BA: As duas medidas que eu tomaria seriam: em primeiro lugar começar por limpar as florestas e depois melhorar os acessos às florestas.


Entrevista 3
Nome: Maria Adelaide da Fonseca
Localidade: Lourizela
Idade: 65 anos
Sexo: Feminino
Profissão: Reformada

JRA: Indique duas medidas que proporia para incentivar à plantação de plantas típicas de Sever em vez de eucaliptos.

Maria Adelaide Fonseca (MAF): O sobreiro e o carvalho porque o sobreiro dá-nos cortiça e o carvalho dá bolotas para os animais e o eucalipto só prejudica o meio ambiente.

JRA: Considera a floresta de Sever desordenada? Diga duas razões que justifiquem a sua resposta.

MAF: Sim. Uma delas é a plantação não alinhada e a outra é que estão vastas demais.


JRA: Refira duas medidas que tomaria, se fosse deputado, para combater a desorganização florestal.

MAF: Mandava as pessoas limpar as suas quintas e plantar as árvores alinhadas e a outra era que plantassem árvores típicas em vez eucaliptos e de modo a ficarem raras umas das outras.


Entrevista 4
Nome: Maria Helena de Pinho Correia Soares
Localidade: Dornelas
Idade: 37 anos
Sexo: Feminino
Profissão: Desempregada


JRA: Indique duas medidas que proporia para incentivar à plantação de plantas típicas de Sever em vez de eucaliptos.

Maria Helena Soares (MHS): Eu proporia que fossem criadas áreas propositadas à plantação de plantas regionais e que fosse também criado um número máximo de eucaliptos plantados de modo a que quem excedesse esse número pagaria uma multa.


JRA: Considera a floresta de Sever desordenada? Diga duas razões que justifiquem a sua resposta.

MHS: Sim. Não há preocupação mínima com a aparência da nossa floresta e há falta de limpeza.


JRA: Refira duas medidas que tomaria, se fosse deputado, para combater a desorganização florestal.

MHS: Quem não mantivesse limpa e organizada a sua floresta, pagaria multas e contratar pessoas especializadas para exercerem apenas a profissão de limpeza de florestas.


Jovens Repórteres para o Ambiente - 9ºD Alexandra Covelo, Ana Duarte, Flávia Oliveira, Letícia Mota, Marina Jesus, Sarah Coutinho

Wednesday, February 22, 2006


Jovens Repórteres visitam as minas do Braçal

Abandono da terra, abandono da memória

Nós somos um grupo de estudantes da Escola Secundária de Sever do Vouga, a quem no âmbito do projecto Jovens Repórteres para o Ambiente, dinamizado pelo nosso professor de Moral, foi dada a tarefa de fazer uma reportagem sobre um problema ambiental. Decidimos escolher o Braçal como local da nossa reportagem, uma vez que tomámos conhecimento de depósito de lixo nessa zona. Temos, então, por fim “denunciar” o acontecimento com o fim de melhorar o nosso concelho. Para fazer a reportagem, nada melhor que começar por visitar o local, e assim o fizemos.
A aventura começa na vila. Quando chegámos ao Braçal para fazer a reportagem, já éramos 7 jovens. Começámos por apreciar a paisagem e, obviamente, tirar algumas fotografias.
A estrada era em terra batida. Ao nosso redor o que mais se observava eram árvores. Era uma vista simples, mas bonita, transmitia tranquilidade. Ao longe, começámos a avistar uma chaminé e aproximámo-nos. Estava abandonada e em pleno estado de deterioração. A informação que obtivemos foi a de que aquela chaminé servia para expulsar o fumo das minas do Braçal.
«“Eureka!” Encontrámos uma lixeira.» – É óbvio que estas pessoas não conhecem o significado de caixote do lixo, nem mesmo Natureza, pois se assim fosse não lhe apresentávamos, a si, esta Reportagem.”
Continuámos caminho e um cheiro esquisito a óleo e um pequeno curso de água acompanhavam-nos ao longo da nossa jornada. A uns metros do Braçal, um ruído começava a impor-se nos nossos ouvidos. Ficámos ali, especados, enquanto o barulho se ouvia cada vez mais. Seguidamente, avistámos algumas motos 4x4 e dois ciclistas. O local era húmido e a presença de uma cascata era evidente.
Quando chegámos ao Braçal as nossas faces estavam espantadas. Era um local belo e romântico, perfeito para namorar, explorar e praticar desporto. Era bastante calmo e sereno, raramente se ouvia algum ruído surdo. Sentimos um pedacinho da nossa História. Enfim, um local a preservar!
A casa principal era a que estava em melhor estado. Era um belo edifício, embora estivesse também em degradação. Apenas uma pequena entrada permitia o acesso para o seu interior. O soalho, em madeira, estava coberto de velhos arquivos e papéis, já sem utilidade. Além da casa, os nossos olhos renderam-se, inevitavelmente, à beleza do jardim que a circundava. Adorámos estar lá!
Chegou a hora de voltarmos para casa. Além de transmitirmos a importância do Braçal, queremos relembrar o interesse da nossa reportagem: a poluição; e demonstrar a nossa tristeza e revolta quanto ao que vimos. Os pequenos amontoados de lixo e a lixeira principal foram os motivos da nossa insatisfação quanto ao tratamento que é dado à Natureza. Foi uma vista lamentável e desejamos que os principais responsáveis por tal acto negligente tomem as necessárias medidas para resolver a situação. Na actualidade, o problema de toda a Humanidade é a preservação do Ambiente e todos nós, enquanto seres humanos, devemos fazer por isso.
Claro que a nossa visita ao local não pôde ser só de trabalho, mas também de muita diversão e, por isso, quando chegou a hora de deixar aquele lugar, combinámos que um dia havíamos de lá voltar. Aconselhamos, também, a toda a gente a fazer o mesmo, pois foi, em outros tempos, local de trabalho de muitas pessoas e, além disso, é um sítio como há poucos na nossa região. Porque não conhecê-lo?
Esperamos que o principal objectivo da nossa reportagem seja atendido: a limpeza do Braçal e a preservação de toda a sua natureza, pois devemos defender o que de nosso é bom e ter em conta a importância histórica de um lugar como este para a nossa região.


Jovens repórteres para o ambiente (9ºC) – Augusto Cruz, Diogo Santos, Fábio Martins, Gustavo Amaral, Gustavo António, Hugo Graça, João Silva, João Bastos, João Moreira, Roberto Carlos, Joana Filipa, Joana Costa, Luciana Pereira, Margarida Raimundo, Tânia Martins

Wednesday, June 15, 2005

Os eucaliptos nas florestas de Sever do Vouga

Entrevista a Paulo Machado, Licenciado em Eng. Florestal Técnico da Secção Florestal da Coop. Agrícola de Sanfins Sever do Vouga

1.A região de Sever do Vouga tem uma significativa mancha florestal. Dessa mancha que percentagem é ocupada por eucaliptos?
Cerca de 35 % da área total do concelho e 48% da área florestal do concelho, com tendência para um grande crescimento destas percentagens.

2.O que diz a lei sobre esta matéria?
Segundo o DL 175/88 de 17 de Maio, as arborizações e rearborizações com espécies de rápido crescimento (onde se inclui a espécie Eucalyptus) que envolvam áreas superiores a 50 ha estão condicionadas a autorização prévia da Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF). Sendo que, os povoamentos preexistentes contam para o limite referido de 50 ha e consideram-se contínuos quando distem entre si menos de 500 m. No entanto sempre que na área territorial do município exista uma área de eucalipto superior a 25% do seu território (que é o caso do concelho de Sever do Vouga - Referido na portaria 513/89 de 6 de Julho), deveram todas as acções de arborização e rearborização ser objecto de parecer prévio da DGRF, independentemente da sua dimensão. No mesmo sentido também a portaria 528/89 de 11 de Julho proíbe a florestação de áreas de Reserva Agrícola Nacional (RAN) (classificadas de capacidade de uso A e B), é condicionada a florestação de áreas percorridas por incêndios, é condicionada a florestação de solos da Reserva Ecológica Nacional (REN), é proibida a plantação ou sementeira destas espécies a menos de 20 m de terrenos cultivados e a menos de 30 m de nascentes, terras de cultura regadio, muros e prédios urbanos, as manchas contínuas de uma só espécie nunca deverão exceder 100 ha, devendo essas manchas ser cantonadas por faixas de folhosas mais resistentes ao fogo.

3.Quando são excedidos os limites previstos na lei, que tipo de penalizações podem ser aplicadas? São frequentes essas penalizações?
As penalizações podem variar de 250 € a 15 000€, dependendo da infracção ocorrida ou podem ser arrancadas as árvores no caso do incumprimento dos limites de 20 m e 30 m referidos.
Que tipo de benefícios trouxe para esta região a aposta no eucalipto? Podemos dizer que há custos? Quais?
Em primeiro lugar o eucalipto trouxe grandes benefícios económicos, tornando-se um dos maiores recursos naturais da região, ocupando alguns terrenos outrora explorados por actividades agrícolas (agricultura e pastoreio). No entanto, aliciados pelos lucros rápidos desta espécie e induzidos pelo hábito que, como portugueses, temos de copiar os outros sem pensar em alternativas, transformou-se esta região num eucaliptal quase contínuo. Esta exploração de eucalipto em monocultura sem gestão tem-se reflectido em perdas económicas e ecológicas provocadas pelos incêndios florestais, perdas ecológicas provocadas pela falta de biodiversidade e consequente perdas de solo muito graves. Não queria deixar de dizer que o problema não é só do eucalipto, mas fundamentalmente do Homem que não tem sabido gerir os eucaliptais, plantando-os desenfreadamente sem qualquer tipo de gestão, pois o eucalipto pode e deve ser plantado mas com regra e bem gerido, como qualquer povoamento florestal. Por isso, atrevo-me a dizer que a grande praga pode não ser o eucalipto mas sim o ser humano que quer lucros rápidos sem gerir os seus recursos pensando no futuro.

4.Uma vez que o eucalipto é uma espécie importada e por isso designada como exótica, que espécies existiam nesta região?
As espécies florestais que existiam nesta região antes do aparecimento do eucalipto, ainda existem, mas em muito menor representação, ocupando pequenos bosquetes de difícil acesso.
Pinus pinaster
A título de exemplo, podemos referir o Carvalho alvarinho (Quercus robur), Sobreiro (Quercus suber), Cerejeira brava (Prunus avium), Castanheiro (Castanea sativa), Salgueiro (Salix sp), Freixo (Fraxinus angustifolia), Nogueira (Juglans regia), Pinheiro bravo (Pinus pinaster), etc.

5.Em que espécies seria aconselhável investir hoje?
As espécies mais indicadas para as próximas arborizações são as folhosas (carvalhos, cerejeiras, freixos, nogueiras, etc.) que vão criar descontinuidades nas áreas de eucalipto, transformando-se em áreas de produção de madeira de qualidade (das quais somos deficitários) e barreiras a progressão dos agentes nocivos à floresta, quer sejam os incêndios florestais ou as pragas e doenças. Com a utilização destas espécies também aumentamos a biodiversidade, abrindo caminho para a exploração de outros recursos da floresta, como a caça, produção de cogumelos, ervas aromáticas, apicultura, turismos, etc.

6.Como incentivar a população para o cultivo de uma maior diversidade de espécies? Por onde começar?
Em primeiro informando os proprietários que ao plantar folhosas estão a proteger os eucaliptais, pela sua capacidade de criar barreiras aos agentes nocivos da floresta. Em sequência deste efeito evitamos incêndios que são maléficos para a qualidade do ambiente e põem em perigo as habitações e as pessoas. Aumentam a biodiversidade que minimiza os problemas ecológicos provocados pelo eucalipto. E por fim são grandes produtoras de madeiras de elevada qualidade e por conseguinte de elevado preço.

Jovens Repórteres para o Ambiente envolvidos neste trabalho: Ana Filipa Fernandes da Cruz, Bruno Ricardo Coimbra Rodrigues, Íven Emanuel Nunes Mendes, Ricardo André Rodrigues Correia, coordenados pelos professores Licínio Cardoso, Isabel Capela, Ana Carla Dias e Luís Silva.

Tuesday, February 15, 2005

A compostagem, em Sever do Vouga

A agricultura em Sever do Vouga tem os seus altos e baixos, e está a passar por um período de problemas, o que leva a que os agricultores desanimem e desistam da profissão. Mas nem tudo é negativo, pelo que partimos em busca de soluções para este clima de negativismo.
Como resultado da nossa pesquisa, encontrámos uma senhora que pratica a agricultura biológica, baseada na compostagem. Esta agricultora, de seu nome Silvina, viu na compostagem um meio mais económico, eficaz e de alta qualidade, de fertilizar os solos dando a estes e aos alimentos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento.
Este método torna os alimentos mais saudáveis e apetitosos e está a expandir-se por todo o país, com grande sucesso.
Mas, afinal, em que consiste a compostagem?
Trata-se de um processo biológico de decomposição da matéria orgânica que pode estar contida em restos de origem animal e vegetal.
Este processo tem como resultado final – como nos disse a Sr.ª Silvina – o composto orgânico, que pode ser aplicado no solo como enriquecedor, ou seja, para melhorar as suas características, num jardim, num quintal, numa horta, sem que haja contaminação dos solos.
Para o realizar devidamente, temos de ter em conta alguma medidas, como nos refere a nossa agricultora: para fazer o composto, devem colocar-se os restos - como as frutas apodrecidas, restos de legumes, cascas, palhas, borra de café, aparas de madeira, entre outros - numa pilha que não deve passar de1,50m de altura e três de comprimento, de preferência, num locar arejado e perto do solo, para que os microrganismos, a humidade e a temperatura, façam com que se gere o composto.
Soubemos, pela Sr.ª Silvina, que este composto está a venda no mercado, mas com preço ainda demasiado elevado. Porquê comprá-lo se o podemos fazer nós próprios?

Jovens Repórteres para o ambiente: Ana Sofia Bastos, André Almeida, Cláudia Carmo, Cristiano Jesus, Fábio André, Frederico Pereira, Hugo Dias, Jorge Fernandes, José Pedro Jesus, Mara Pereira, Martinho Mendes, Patrícia Fernandes, Paulo Outeiro, Sérgio Cruz, Sofia Oliveira, Sónia Tavares, Tatiana Tavares, Viviana Silva, coordenados pelos professores Luís Silva, Licínio Cardoso, Isabel Capela e Ana Carla Dias

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